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Pais Antenados #23:Medos infantis devem ser tratados com RESPEITO e SENSIBILIDADE

Agora que sabemos identificar os possíveis medos dos nossos pequenos, vamos ver como podemos ajudá-los.

 

1)    Como encorajar as crianças a enfrentar seus temores?

Com bom senso, conversa e apoio. E sem forçar nenhum enfrentamento. Não se deve obrigar a criança a abraçar o palhaço, se ela tem medo desse personagem, por exemplo. Também não adianta insistir para que ela durma com a luz apagada, se tem medo do escuro. 

"Os adultos precisam respeitar o temor dos pequenos e, com muita calma, incentivá-los a encarar gradativamente as dificuldades, sempre mostrando que estão ali para apoiá-los", diz Luciana Barros de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. 

No caso do palhaço, em geral, o que causa medo é a fantasia e a maquiagem. Por isso, o indicado é explicar à criança - e se possível mostrar - que há uma pessoa por trás de todo aquele aparato. Se, depois disso, a criança preferir manter uma distância do personagem, aceite a decisão dela. Com o tempo, o medo vai desaparecer.

No caso do escuro, ficar com os filhos até que peguem no sono e fazer brincadeiras no escuro - como o teatro de sombras - são algumas boas opções para que as crianças lidem com suas dificuldades e vençam seus temores gradualmente.

 

2)    É correto evitar aquelas situações que causam temor nas crianças?

Assim como não pode ser subestimado, o medo das crianças também não deve ser supervalorizado. "É dever dos pais proteger os filhos, garantindo a segurança deles, mas a superproteção não desenvolve a capacidade de autodefesa das crianças", diz Susana Orio, psicóloga clínica.

No caso do medo do escuro, por exemplo, é importante não reforçar ou validar o temor, mas fazer com que a criança vá se familiarizando com a ausência de luz na hora de dormir. Se a criança tem medo de mar, deixe que ela brinque na areia até que se sinta confortável para colocar os pés na água.

 

3)    Como lidar com o medo de bruxas, fantasmas e vilões em geral?

Esses são medos comuns em crianças na faixa dos 3 aos 5 anos. Nessa idade, a imaginação delas é bastante fértil, por isso misturam realidade com ficção. Ou seja, não adianta simplesmente dizer que essas criaturas não existem. 

Para os pequenos, os personagens são reais, já que estão presentes em livros, filmes e desenhos animados. Uma dica é embarcar na fantasia e inventar um spray antimonstro, um cobertor da invisibilidade etc. Se a criança não quiser ir ao banheiro porque teme a ‘loira do banheiro’, por exemplo, sugira que você vá na frente, inspecione cada cantinho e avise se tudo estiver em ordem. 

"O ideal é deixar que a criança desconstrua essas fantasias com o tempo e faça suas próprias descobertas", diz Luciana Barros de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

 

4)    Quais argumentos podem piorar a relação com o medo?

Argumentos como "se não comer tudo, o bicho papão vem te pegar" devem ser evitados sempre. Em vez de ajudar as crianças a enfrentar seus temores, esse tipo de ameaça aumenta a insegurança dos pequenos, já que a obediência ocorre em decorrência do medo. "Falas como essas não contribuem em nada para que as crianças se sintam seguras e desenvolvam sua autonomia", afirma Luciana Barros de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

 

5)    Como não transmitir as próprias inseguranças para os filhos?

Os pais precisam estar atentos ao que falam na frente dos filhos. Alguns medos, como o de barulhos, de quedas, de dentista e da violência urbana, muitas vezes, são transmitidos pelos adultos. No caso dos bebês, se, a cada ruído, os pais correm para o quarto para ver se está tudo bem com o filho, ele pode associar os sons mais altos a um sinal de perigo. Já as quedas fazem parte da infância de todos nós e, em alguns casos, a criança chora ao notar a reação preocupada dos adultos.

"Os pais não devem se antecipar a um possível acontecimento, achando que a criança não vai conseguir lidar com ele. Subliminarmente, a mensagem transmitida é de que ela não é capaz, está na dependência total dos adultos", explica Susana Orio, psicóloga clínica. 

No caso do medo do dentista, por exemplo, evite demonstrar seu mal-estar (se for o caso) e comentar sobre experiências desagradáveis no consultório, para não influenciar a criança. Explicar, de forma neutra, o que vai acontecer na consulta, pode ajudar.

Em relação ao temor da violência urbana é preciso bom senso. Caso os filhos questionem a respeito de alguma notícia ou fato, como um roubo ou furto, não fuja do assunto, mas também não entre em detalhes. "É importante que os pais controlem suas emoções, sejam de indignação ou insegurança, para não transmitir seus receios aos filhos. As crianças precisam se sentir seguras e protegidas", diz Susana Orio, psicóloga clínica.

 

6)    Quando é o caso de procurar ajuda?

A ajuda de um profissional deve ser considerada quando o medo interfere demais na vida da criança e a impede de agir, prejudicando seu desenvolvimento e sua vida social.

 

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/






 
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