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Pais Antenados #18: Pais, filhos e "amigos virtuais" dos filhos

Pais, filhos e "amigos virtuais" dos filhos

(fonte: Issami Tiba, para UOL)

Sempre foi, é e deverá ser uma preocupação educativa dos pais saberem com quem andam os seus filhos.

Não tem como os pais tentarem terceirizar a educação dos filhos, pois educação é algo maior do que simplesmente amar de paixão, orientar, prover, agradar, ser amigo, perdoar, cuidar, ensinar, divertir, rezar, garantir a segurança, responsabilizar-se por eles. Educar é preparar hoje o cidadão do futuro.

Atualmente não é raro encontrar pais que delegam à escola a educação dos seus filhos.  Quando um aluno "apronta" e a escola convoca seus pais para uma reunião, estes geralmente atribuem a responsabilidade à escola e cobram dela medidas educativas. 

Pela Teoria Psicodramática, criada por Jacob Levi Moreno (1889-1974), os papéis são complementares ( pai/filho - mãe/filho - psiquiatra/paciente - motorista/passageiro -  professor/aluno - avô/neto - avó/neto - patrão/empregado - chefe/subordinado - tio/sobrinho) ou idênticos ( amigo/amigo - colega/colega - irmão/irmão).

A única complementação biológica correta é a complementação pais-filho(s) e não professor/filho (mesmo que seja filho do professor, o papel complementar em ação é o professor/aluno)  É esta complementação que a Lei segue e se não houver pai ou mãe, a Lei determina um adulto ou instituição que possa se responsabilizar por ele, enquanto for considerado menor ou incapaz.

Para corroborar este fato vem a realidade mostrando que quando um jovem por qualquer motivo vai à delegacia, ou pronto-socorro, ou necrotério, nenhum professor, nem diretor, nem motorista jamais foi ou é chamado. Os chamados são sempre os pais. ...e mais, filhos são para sempre enquanto para a escola o aluno é um transeunte curricular.

Portanto, não há saídas. A educação na formação de valores cidadãos é da responsabilidade dos pais. Os pais têm de controlar tudo o que os filhos recebem, seja o que for: alimentos, conhecimentos, pessoas à sua volta etc. Quanto mais vulneráveis, mais os filhos devem ser controlados. Quanto mais responsáveis, maiores autonomias terão.  Não se entrega a direção de um carro pelo simples desejo de um filho querer dirigir. Assim também os pais têm que saber com quem seus filhos estão se relacionando - presencial ou virtualmente. Muitos pais fornecem Internet para seus filhos e autorizam-nos a usá-la livremente. Assim, os filhos recebem, na intimidade da sua casa, pessoas estranhas que se fazem conhecidas virtuais na intimidade de suas famílias. Não raro, estes estranhos ganham mais força que os seus próprios pais e pedem sigilo para suas ações nem sempre boas, ou melhor, geralmente, malévolas, pois para as boas não necessitariam de alianças sigilosas. É assim que pedófilos conseguem seduzir crianças que se escondem dos seus próprios pais. Eles se mostram muito mais agradáveis, afetivos, interessados, generosos, dedicados do que os adultos que têm em casa...

Não confundir negligência dos pais com o respeito à individualidade do filho.  Soltar um incapaz no mundo virtual é o mesmo do que soltar uma criança sozinha numa feira livre, num festival musical, num circo em dia de apresentação...

Ser pai amigo é negligenciar a educação, negar ser guia, mentor e responsável pelo filho, pois não há complementaridade saudável no relacionamento amigo/filho nem pai(mãe)/amigo e se amigo tem amigo, filho tem que ter pai (mãe). 

Fica a dica!

Como vigiar as andanças virtuais

Recomenda-se o uso de algum software de controle parental, oferecido pelos próprios provedores de internet. Esses softwares permitem bloquear sites e acompanhar como foi a navegação. Os pais devem conviver com a criança e o adolescente na sua vida digital, para poder monitorá-lo e saber quem são os amigos. Isso significa manter perfis por meio dos quais visite as contas do filho. Também se recomenda pesquisar pelo nome do filho em sites de busca, periodicamente, em busca de menções e de imagens.

Perfis nas redes sociais

As próprias redes sociais estabelecem uma idade mínima para a criação de um perfil, em geral a partir de 14 anos. Não se deve permitir à criança burlar a regra e criar um perfil com idade falsa. Isso significaria ensinar a criança a mentir e cometer crime de falsidade ideológica. O adulto deve estar consciente que, como responsável, terá de responder caso seja conivente com ato ilícito. O indicado é que o pai crie um cadastro em seu nome e compartilhe a gestão com o filho, vigiando-o. 



 
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