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Pais antenados #10 - Como melhorar suas conversas com seu filho

Como melhorar suas conversas com seu filho

 

 De uns tempos pra cá noto um movimento interessante: “Crianças decoração”. Esse termo – que eu inventei durante a tentativa de definir pra vocês o que essas crianças seriam – são aquelas sobre as quais falamos como se elas não estivessem ali. Podemos estar falando sobre as dificuldades delas, os problemas que elas vêm enfrentando, as dificuldades que estão surgindo e se estão agitadas ou não. Tanto faz, por vezes se quer lembramos que elas estão ali.

 

Esse comportamento, sem que percebamos, beira o desrespeito e merece análise. Queremos ser ouvidos, queremos participar de decisões e dizemos querer que nossas crianças façam o mesmo. Mas esse simples gesto de tratá-las como “crianças decoração” diz que o que elas pensam, são e dizem pouco importa.

 

 O mais estranho é que a nossa incoerência nos leva ainda mais adiante. Se por um lado falamos dessas crianças sobre elas mesmas sem as envolvermos, por outro há um movimento de tentarmos poupá-las de tudo e não falar nada perto delas. Evitamos assuntos desconfortáveis e achamos que elas não notam quando dizemos “falamos mais tarde”. Uma hora ou outra somos surpreendidos por uma frase ou um comentário que a criança sabe muito mais do que imaginávamos.

 

O bom é que não há culpa, só interesse em melhorar.

 

Então vamos lá

 

 FICA A DICA:

Como integrar a criança na conversa?

Só você conhece os valores da sua família e a identidade de vocês para discernir que tipo de conteúdo a criança deve consumir, fato. Temos é claro que levar em consideração o nível de maturidade dela e não acelerar seus processos.

Segundo a terapeuta de casal e família Magdalena Ramos, autora do livro "E Agora, o que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos", da editora Ágora, por vezes ocorre uma banalização do elogio. "Esse estímulo deveria ser utilizado para reforçar o amadurecimento e o empenho da criança. Um elogio soa verdadeiro quando é a reação a uma conquista. Mas se a criança faz uma coisa qualquer e a mãe fica dizendo para tudo "Que lindo!", ele se torna vazio", explica. Veja, a seguir, algumas dicas de Magdalena para acertar na dose.

 

 Minha sugestão é que quando estivermos falando:

 

Da própria criança – Diga para ela com o que estão preocupados, como pretendem agir e o que ela sente sobre isso. A partir de quatro anos de idade elas já são capazes de se expressar com mais clareza. “Filha, estamos preocupados porque você tem sido agressiva com seus irmãos. Isso não é uma coisa que queremos para nossa família, machucar outras pessoas é inaceitável. Você está brava? O que está acontecendo?”. “Esse comportamento é inaceitável e você começara a perder momentos junto com eles se isso continuar acontecendo.”

 

o             De uma dificuldade na escola: “Filho, a professora nos informou que você teve dificuldade na prova X. Gostaríamos de saber o que está acontecendo. O conteúdo estava difícil? Será que você se esforçou suficientemente? Que tal estudarmos juntos?”. Lembrem-se que o que importa é que a criança aprenda.

 

o             Comportamento na escola: “A escola nos procurou para dizer que você anda muito agitado, não respeita a professora e não cumpre com suas tarefas. Gostaríamos de saber o que está acontecendo, o que você sente e queremos saber sua opinião para resolvermos isso.”.

 

o             Sobre um momento que estejamos vivendo – “Mamãe está se sentindo muito feliz porque…”, “Papai está se sentindo muito triste agora porque…”

 

Nem sempre eles lhe darão respostas que correspondem ao que eles precisam. Não estou defendendo que acatemos o que nossas crianças têm a dizer. Como adultos, com maturidade e experiência suficiente, temos no mínimo que entender que existe um ser inteiro ali e podemos estar deixando passar algo do que estão vivendo.

Mais ideias de assuntos lhe surgirão depois que a prática começar. De quebra você ainda vai fortalecendo a sua relação com seu filho, preparando-o para saber que há hora de ouvir e hora de se expressar, que ele merece ser respeitado e considerado assim como os outros.



 
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